PETROBRAS, A VÍTIMA DOS PETISTAS



Publicado em: 04-07-2016


A Petrobras foi destruída nos últimos anos, vítima de um grupo político-criminoso que se instalou dentro da empresa para assaltar sem constrangimentos os cofres públicos. Mas ela também sofreu com medidas equivocadas dos seguidos governos petistas, que acabaram com o dinamismo e pujança do maior bem do Brasil. 
Uma delas é a política de conteúdo local que vigora desde 2003 na indústria do petróleo, uma proposta ideológica, danosa e que tem a Petrobras como principal vítima. Esse diagnóstico foi dado por uma ampla auditoria realizada pelo Tribunal de Contas da União (TCU), que não encontrou qualquer benefício da estratégia implantada já nos primeiros meses do governo do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. 
O levantamento relata com detalhes a precariedade dessa política que condicionou as licitações de blocos de exploração de petróleo à aquisição de produtos e serviços nacionais. Apesar do objetivo supostamente “nobre” de fomentar a indústria, o estímulo ao conteúdo local foi construído na base do improviso, sem planejamento ou organização. Uma bagunça completa que é a marca dos 13 anos do governo do PT. 
E esse improviso permitiu que muitas empresas se comprometessem com o atendimento dos percentuais mínimos de conteúdo nacional, sabendo que isso dava vantagem na licitação. O fato é que nunca houve qualquer segurança de que as exigências seriam cumpridas. Resultado? A maioria não conseguiu cumprir e mesmo assim levou. Isso tem nome e está tipificado no Código Penal. 
O presidente Michel Temer já começou a se movimentar para mudar as regras da política, cujas fragilidades foram alertadas durante anos pela Agência Nacional do Petróleo e sempre ignoradas pela presidente afastada Dilma Rousseff. 
Apesar de todos os alertas e sinais do retumbante fracasso, Dilma nunca reavaliou sua posição, sempre bancou e insistiu na tese falida. O fato é que, como o próprio TCU aponta, essa política gerou custos elevados e imediatos à União. Além disso, encareceu e atrasou a produção de petróleo, afetando a arrecadação de outros entes federativos. Tudo isso sem qualquer resultado concreto para o Brasil.