A VERDADEIRA HERANÇA MALDITA



Publicado em: 06-06-2016


As consequências da catástrofe econômica do governo de Dilma Rousseff são enormes. Não há um setor em situação confortável. Não há uma família que não tenha sentido a turbulência da inflação alta, da queda na renda ou do desemprego que atingiu a marca lamentável de 11 milhões de pessoas. Um dos efeitos é que a competitividade da economia brasileira chegou ao grupo de pior nível no Relatório Mundial sobre a Competitividade, elaborado por uma das melhores escolas de administração do mundo, a suíça IMD.

No ranking, o Brasil ficou em 57º entre os 61 países da lista. Perdeu uma posição em relação ao ano passado. Ficamos à frente apenas de Venezuela, Mongólia, Ucrânia e Croácia. A Ucrânia, envolvida em conflito militar com a Rússia, conseguiu ganhar uma posição.

Entre 2010 e 2016, o Brasil registrou uma das maiores deteriorações do ranking: perdeu 19 posições. A principal causa é a ineficiência do governo. O Brasil está em último lugar em termos de eficiência, gestão das contas públicas, transparência, barreiras ao comércio exterior e regulação do trabalho. Ou seja, o governo Dilma foi pior do que o de países em guerra ou em graves ditaduras.

A contração econômica e a deterioração das contas públicas pesaram forte, mas foi determinante a percepção negativa de empresários, ouvidos entre janeiro e abril deste ano, em meio aos escândalos de corrupção, governo frágil, falta de transparência e incapacidade de reanimar a economia brasileira.
A perspectiva não é boa, segundo o especialista do IMD Arturo Bris, porque o setor público continua a ser um entrave. Os seguidos governos petistas não fizeram as reformas estruturais, politizaram as agências reguladoras e fecharam o Brasil para o mundo. Nos encerraram no maior escândalo de corrupção da história. As dificuldades são tantas que levarão gerações para recuperar o tempo perdido.